Os quarenta anos da Vogue Brasil, por Elizabet Letielas

25 maio 2015


Em maio de 1975, o rosto de Betsty Monteiro de Carvalho – de batom e echarpe vermelhos, fotografada por Otto Stupakoff – estava em todas as bancas do nosso país anunciando a chegada da Vogue. A primeira capa já mostrou o diferencial que ela faria.  Ao invés de uma modelo ou uma atriz global, foi Betsy quem teve a honra de estrelar na Vogue Brasil. Casada com o empresário Olavo Monteiro de Carvalho, ela é uma apaixonada por artes plásticas e declarou que, no tempo em que a revista veio para o Brasil, a moda ainda não tinha a força de hoje. "A Vogue ajudou o Brasil a organizar essa noção de moda", ela conta na edição de maio deste ano.

A partir de então foi só festa para a moda brasileira. Há quarenta anos, a revista trouxe o melhor e mais bem selecionado deste mundo, lançou tendências, contou com os melhores fotógrafos, stylist, editores e modelos, esbanjando sempre glamour em suas páginas. "O que nos torna líderes é a capacidade (e a responsabilidade) de ajudar a escrever a história da moda no Brasil", declarou Daniela Falcão, editora-chefe da Vogue Brasil.

Mas não é só pelo aniversário da Vogue que 2015 é especial. O ano marca também os vinte anos de carreira da top Gisele Bündchen, que estampa a edição especial de maio em comemoração à revista e seu tempo de trabalho. Das 468 páginas que a edição de maio apresenta, oitenta foram dedicas à top, que contou com um time de seis fotógrafos. As imagens de Gisele seguem os quatro elementos da natureza: água, ar, fogo e terra.


De 441 edições que já rodaram o Brasil, contanto com a atual, está é a 19° capa de Gisele na Vogue, a tornando recordista de capas ao lado de Isabelli Fontana, que também tem seu rosto em 19 edições. Das atrações internacionais, a Vogue já estampou nomes de peso como Sharon Stone, Madonna, Rihanna, Karlie Kloss, Cara Delivgne e Naomi Campbell (quatro vezes!).  Em seu site, a Vogue separou alguns slides com algumas das capas (clique aqui para ver). Apesar do cunho feminino, não é só de mulheres que a revista trata. Caetano Veloso e Gilberto Gil já estiveram nas capas, Ben Harper já posou ao lado de Isabelli Fontana, Neymar com Gisele Bündchen e Rodrigo Santoro com Alessandra Ambrosio.

E se a Vogue faz quarenta anos, então é presente em dobro que ela merece. A revista chegou a receber oitenta homenagens de grandes nomes da moda como um croqui de Roberto Cavali, um de Christopher Bailey, um de Jimmy Choo e outro de Tommy Hilfiger. Cartões vieram de nomes como Donatella Versace, Dolce&Gabanna, Alexandre Herchcovitch, Giorgio Armani e Miucca Prada. Um deles, enviado por Glória Coelho, estava cercado com as palavras "agilidade, futuro, força, luz, luxo, elegância, criatividade, referencia, inovação, pioneira, original", descrevendo a revista. Já o da Vivara dizia que "chegar aos 40 em plena forma não é para qualquer um! É para os fortes, os obstinados, os ousados, os que surpreendem".


A revista ganhou também um coração fechado de flores de Diane Von Furstenberg; um desenho de um carro com pernas exibindo sapatos de Christian Louboutin assinado pelo próprio: "To Vogue Bresil"; um tapete de plantas e flores de Reinando Lourenço; o desenho de uma caixa de presentes toda em verde e amarelo de Carolina Herrera; um quadro de um metro de altura e dois de comprimento com a frase "40 astral" de Adriana Barra. Já Ralph Lauren enviou uma fotografia de um look da coleção de verão parabenizando os quarenta anos; a diretora criativa da Tiffany (Francesca Amfiheartof) fez uma declaração de amor ao Brasil e à Vogue e, por fim, o último recebido foi um desenho assinado por Karl Lagerfeld: uma versão de Coco Chanel caracterizada de Carmen Miranda, com direito a bandeira do Brasil no cabelo.

Além da edição especial, a comemoração também teve quatro private parties temáticas que acontecem desde o dia 06 de maio. Todas as festas aconteceram no Hotel Fasano. As private parties contaram com uma edição limitada de garrafas da Cîroc. 

Evento: Quer saber qual o futuro da moda?

24 maio 2015


É de Curitiba e gosta de moda? Então, você precisa participar do Lacuna Portfólio 15, um projeto criado por alunos do terceiro ano do curso de Design de Moda da Universidade Positivo, que acontece nesta quarta-feira (27) na própria instituição. 

O evento discutirá qual o futuro da moda, logo, vários profissionais estarão lá para conversar com o público sobre o assunto. São eles:

Junior Gabardo: diretor criativo da LABmoda e dono da marca Sexxes (entrevistei ele uma vez para falar sobre jeans lembram?).
Rodrigo Magnago: dono da marca de roupa masculina Zebra.
Fátima Cintra: estilista que trabalha com couro de peixe para confecção de bolsas, por exemplo. 
Dulce Nunes: representante do Centro Internacional do Senai, que trabalha com sustentabilidade e materiais têxteis.
Letícia Birolli: presidente do Sindvest (Sindicato da Indústria do Vestuário).
Giulia Testoni e Renata Weber: alunas que vão falar sobre o o curso.

Curta a página do Lacuna no Facebook e não deixe de marcar presença no evento, até quarta-feira algumas coisas podem ser incluídas, então, é bom prestar atenção. 

Não tem como ir? Nós do VP42 estaremos lá e vamos trazer tudo que rolar nas palestras via Facebook e Snapchat (viapalermo42). E para quem for é só aparecer no auditório do bloco azul da Universidade Positivo às 8h (o evento pode terminar às 11h40, mas não se preocupe: terá coffee break! :B). 

Ah, claro, na quinta-feira tem "O que é moda para você?" no Curitiba Cult, sobre o Lacuna e a galera que estiver lá! 

Unravel: qual pode ser o destino das suas roupas?

23 maio 2015

Foto: Divulgação
Vencedor de premiações como Brief Encounters Short Film Festival, RiverRun International Film Festival e Women’s Independent Film Festival, o documentário Unravel mostra para onde vão as roupas que as pessoas do Ocidente estragam, cansam de usar ou deixam de doar.

As filmagens aconteceram em Kutch, distrito de Panipat, cidade que fica ao norte da Índia, que, aliás, pode ser o maior polo de reciclagem têxtil do mundo. O local recebe mais de 100 mil toneladas de roupas por ano, em seguida, essas peças são distribuídas para centenas de indústrias que ficam no distrito e, então, entram no processo de reciclagem. 

Grande parte do trabalho é feito manualmente e por mulheres, que cortam as peças, retiram botões e zíperes, além das fibras que estão no tecido. A próxima fase é feita por máquinas e homens, eles transformam as roupas ignoradas em cobertores cinza, que são distribuídos para milhares de pessoas carentes ao redor do mundo. Ah, as crianças também "colaboram" nas duas etapas. 

O doc, dirigido por Meghna Gupta, não mostra aquela questão de "trabalho escravo", na verdade, nem sei se é essa a situação (justamente porque não é comentado no vídeo, er). Enfim, a diretora soube abordar um outro lado do consumismo, sem criar um super drama. Acredito que ficou bem mais divertido, até porque o filme não "aponta dedo" para ninguém, mas expõe uma realidade, além da curiosidade das pessoas que trabalham lá. 

Até o momento, o vídeo só tem legendas em inglês... Mas, se você tiver um curso baseado em séries e músicas, vai conseguir entender sem problemas. Clique aqui para assistir


CRÍTICA: O GRANDE HOTEL BUDAPESTE

20 maio 2015

Foto: Divulgação
O Grande Hotel Budapeste é um filme diferente, mesmo que os fãs de Wes Anderson, diretor do longa, consigam notar as semelhanças. A questão é que o filme tem um roteiro bem específico, possui uma fórmula arriscada, mas que funciona nas mãos de Anderson, pelo menos até agora. Uma alta comédia bem trabalhada, definitivamente. Os diálogos até lembram os filmes de Lubitsch, sofisticados com um tom que insinuava a sexualidade, porém apresentada de forma inteligente. E essas características fazem parte de 90% das falas do concierge Gustave (Ralph Fiennes).

O Grande Hotel Budapeste é focado no período entre duas guerras mundiais, com um famoso concierge de um conhecido hotel europeu no país fictício de Zubrowka. O concierge contrata um jovem mensageiro e os dois acabam se envolvendo em uma batalha pela fortuna de uma família, o roubo de um famoso quadro renascentista e, também, nas mudanças que atingiram a Europa durante a primeira metade do século XX.

Para o diretor, os aspectos artísticos são umas das mais importantes partes da construção de um filme. Talvez, possa ser isso que originou a conquista de um Oscar de Figurino e outro de Maquiagem e Cabelo. O figurino é excepcionalmente fantástico, com uma postura detalhista e repleto de cores alegres que caracterizam o filme. A direção de arte é maravilhosa, sendo o mais forte aspecto cinematográfico presente no filme.

Foto: Divulgação
Wes Anderson é conhecido por escolher um elenco pesado e O Grande Hotel Budapeste não foi diferente, com nomes como Ralph Fiennes, Tilda Swinton, Jude Law, Adrien Brody, Saoirse Ronan e Léa Seydoux. Ralph Fiennes vive a pele de Monsieur Gustave, com uma atuação notavelmente fria, irônica e calculista. Cada expressão do personagem de Fiennes é calculada e é aí que ele se destaca. Adrien Brody segue com uma interpretação sarcástica, típica de seus últimos trabalhos, assim como Tilda Swinton, que apesar de uma ótima atuação, não foi nada diferente do que já havia feito. Por outro lado, a jovem francesa Léa Seydoux não teve a chance de um grande papel, mas é um nome que ainda vamos ouvir falar muito e a prova disso foi sua breve atuação em Saint Laurent (2014) e Azul é a cor mais quente (2013).

É um filme engraçado e inteligente, uma fórmula que não tem dado muito certo nos últimos anos, como podemos perceber com os últimos longas de Woody Allen (exceto, é claro, Meia Noite em Paris). O longa simboliza uma esperança de que, talvez, a academia tenha novos rumos em relação a quais tipos de filme, realmente, merecem levar um Oscar nas próximas premiações.

Fala sério, VP42!

17 maio 2015


Foto: Uliane Tatit
Na segunda-feira passada (11), eu entrevistei a escritora Thalita Rebouças. Para quem não conhece, ela é a autora de "Fala sério, mãe!", série que está no 7º livro e é queridinha da adolescência de várias meninas - meu caso. 

A entrevista foi feita no Pátio Batel, um shopping aqui de Curitiba. Thalita foi convidada pela Rádio Lumen, também aqui da capital, para realizar um bate-papo com seus leitores.

Com muita simpatia e animação, a escritora arrancou várias risadas do público, composto por crianças (grande parte acompanhada pelos pais, que inclusive fizeram várias perguntas) e, claro, pessoas como eu, que cresceram lendo as obras da Thalita.

Confere aí a entrevista: