LEIA: EU SOU MALALA

16 dezembro 2013

Foto: Divulgação
Por muito tempo eu cheguei a pensar que nunca entenderia o que, realmente, acontece no Oriente Médio. Há duas semanas, isso voltou a passar pela minha cabeça. Eu estava em uma livraria e não sabia se deveria levar um livro, ou melhor, se iria compreendê-lo. "Eu sou Malala" era o nome dele. 

A história da menina que fora baleada pelo Talibã, por causa do apoio à educação no Paquistão, despertava minha curiosidade desde a época do incidente, em outubro do ano passado. Eu sempre entendi pouco disso, não nego, e cada vez que procurava e tentava compreender, tudo se tornava uma confusão e só piorava. 

No começo de dezembro desse ano, aconteceu o lançamento do livro, escrito pela própria Malala Yousafzai e pela jornalista Christina Lamb. Enfim, resolvi comprar mesmo pensando que iria demorar semanas para terminar. Acabei demorando mesmo, mas não do jeito que você está pensando, demorei porque Malala me apresentou outra realidade, que me fazia pesquisar cada vez mais, e de um jeito muito fácil. Agora, finalmente, posso dizer que aprendi alguma coisa sobre esse lugar! 

Mesmo com dezesseis anos, a biografia de Malala não decepciona... É claro, nem tudo é sobre ela, até porque quem sempre guiou a menina foi o pai dela - é como se ela contasse tudo o que o pai fez e terminasse com uns quatro ou cinco anos sobre ela. A ativista morava no Vale do Swat (ela descreveu muito bem como era o vale antigamente, deu até vontade de conhecer, é uma pena que o Talibã tenha destruído quase tudo) com seus pais e mais dois irmãos, depois do ataque passou a morar no Reino Unido

Educação é o tema principal das, aproximadamente, trezentas páginas. Foi estudando, dando entrevistas e contando o dia a dia de uma menina paquistanesa que gostava de ir à escola, que Malala quase perdeu a vida. Colégios eram explodidos, Benazir Bhutto assassinada, meninas proibidas de terem contato com a educação e milhares de educadores ameaçados pelo Talibã. 

A família de Malala era pachtun (você entenderá melhor lendo, acredite), acho que se essa "divisão" islâmica/paquistanesa fosse apresentada para nós, certamente, não iríamos julgar todos os cidadãos de lá, muito menos a religião deles. Esse livro é como dar uma chance ao outro lado, outro ponta de vista, outra história.

A adolescente, que se inspira na guerreira afegã Malalai de Maiwand e foi uma das candidatas ao Prêmio Nobel da Paz, mostrou em seu livro "o extremo ódio do homem e o ilimitado amor de Deus". E, por fim, deixou um recado claro de que nunca irá parar de lutar: "Eu sou Malala. Meu mundo mudou, mas eu não.".

Gostou? 
É só clicar aqui, no site da Livrarias Curitiba você encontra seu exemplar por R$ 26,80.

Nenhum comentário:

Postar um comentário