ASSISTA: PHILOMENA

22 julho 2014

Foto: Ning
No ano de 1952 na Irlanda, Philomena Lee (Judi Dench) é uma jovem que tem um filho recém-nascido quando é mandada para um convento. Sem poder levar a criança, ela o dá para adoção. A criança é adotada por um casal americano e some no mundo. Após sair do convento, Philomena começa uma busca pelo seu filho, junto com a ajuda de Martin Sixsmith (Steve Coogan), um jornalista de temperamento forte. Ao viajar para os Estados Unidos, eles descobrem informações incríveis sobre a vida do filho de Philomena e criam um intenso laço de afetividade entre os dois. 

O diretor Stephan Frears consegue misturar o humor cômico com cenas profundas e tocantes. O cinema britânico é bem diferente do hollywoodiano, sendo que o britânico possui uma característica sutil e um humor sarcástico ao se contar uma história. Philomena é um drama que nos permite equilibrar nossas emoções de alegria e tristeza.

Foto: Urania
O filme poderia servir para fazer criticas à Igreja Católica, mas acabou tomando outro caminho. A delicadeza cobre a indignidade. A veterana Judi Dench, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, interpretou brilhantemente o papel de Philomena, conseguiu reunir toda a personalidade da personagem-tema, entre uma mãe que sente falta do filho e uma senhora com um humor extremamente único e divertido. Os toques de humor entre ela e o jornalista Sixsmith, a quem ela narra a história, são pontos engraçados com diálogos curiosamente irônicos. Philomena Lee é uma senhora muito fiel em seus princípios e crenças e que mesmo tendo uma série de motivos para questionar a igreja, não abandona sua fé. Ela é ingênua de certo modo, mas de um modo tão belo em que possui uma enorme capacidade de compreensão do mundo e das pessoas.

Steve Coogan também fez uma ótima atuação como o grosso, cético e mal humorado jornalista Martin Sixsmith. A obra é tocante, mas não chega a ser uma comédia romântica, e acaba envolvendo o espectador com sua maravilhosa fotografia de uma região tão bela que é a Irlanda e uma história cujos temas como homossexualidade, religião, sexo e adoção são tratados com a maior naturalidade e de forma honesta, que nos faz enxergar que mesmo assuntos tão “polêmicos” podem construir uma boa história sem atingir um sentimentalismo excessivo e discursos ridículos, sem grandes rodeios.

Fonte: Reelclub
O roteiro, genial em sua sequência, é o grande motivo que faz o longa ser tão lindo e nem um pouco tedioso ou cansativo. Mesmo que não tenha levado nenhum Oscar, é um filme que vale a pena assistir, o qual retrata a verdade de forma “verdadeira”, o que nem sempre acontece.

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