Amor ao próximo, ele ainda existe?

04 novembro 2014

Foto: Hierophant
Quero compartilhar um fato desagradável que presenciei durante a semana passada, os leitores podem refletir sobre isso. 

Estava caminhando nas ruas de minha cidade, avistei um número de aproximadamente umas oito pessoas, creio que deviam estar esperando algum ônibus. Uma van se aproximou do local e estacionou, uma senhora, acredito que na faixa de uns sessenta e oito anos, dirigiu-se até o transporte. Ela pegou um garotinho no colo, que deveria ter uns seis anos, deduzi pelo uniforme de sua escola. 

Eu estava alguns metros longe deles, mas tive o desprazer de ver a cena. Aconteceu tão rápido, estava com meus fones e distraído, quando aquela idosa caiu no chão, com aquele garoto no colo. Sem pensar duas vezes, corri em direção a eles, prestei assistência. Observei a cara daquela senhora cheia de sangue, consegui ver claramente onde ela tinha se machucado, já o pequeno menino, estava chorando e seus braços estavam ralados. Eu ajudei a mulher a se levantar e, em seguida, o seu pequeno companheiro e a mochila dele que estava no chão. 

Enquanto os ajudava, reparei que nenhuma das pessoas moveu-se do lugar. Apenas continuaram com suas vidas, olharam para os dois caídos e continuaram parados. Após essa breve reflexão, levei aquela pobre senhora e menino até uma loja, então os funcionários da loja disseram que se encarregariam do resto da assistência.

Eu me pergunto até agora porque ninguém ajudou. Infelizmente, alguns de nós são moldados sob a ética do capitalismo, que acaba influenciando a característica do individualismo, acabando com a ideia do espírito coletivo. Essa mesma ética tem intensificado também as desigualdades regionais em nosso país, como pudemos ver nas eleições para presidente. Outra coisa que fiquei matutando por um bom tempo, é que a maioria das pessoas acredita em um mundo melhor, algumas delas atribuem até mesmo para um ser supremo, capaz de mudar as pessoas e o mundo. Mas onde fica a ética de pensar no próximo? Ajudar as pessoas? Todas elas, perdidas em sua ignorância, continuaram suas vidas, trabalharam e jantaram e, antes de deitar na cama, fizeram suas preces pedindo algo ou auxílio em suas vidas. 

O que falta é união, mais amor ao próximo, mais humanidade nas pessoas e, principalmente, respeito. Devemos lembrar que quanto mais amor semeamos, mais o temos.

“Não devemos contentar-nos em falar do amor para com o próximo, mas praticá-lo.” -SCHWEITZER, Albert

Nenhum comentário:

Postar um comentário