Must have eternos, segundo grandes nomes da moda

26 novembro 2014

No verão de 2012, as tendências eram o crochê, calças pantalonas e sapatos anabela. No inverno do mesmo ano, foi a vez do casaco de veludo. Em 2013, o short de cintura alta, o cropped top e as calças estampadas eram obrigatoriedade para o verão e, para o inverno, era a ankle boot. Há também "modas" que não vão para as passarelas, mas sem entendermos o porquê viram febre (né, crocs?!). Então, ignorando todas essas tendências, mas não seus fazedores, procuramos saber o que sete nomes importantes da moda acreditam ser o essencial para termos no guarda-roupa e não nos tornamos vítimas das tão pretensiosas tendências. 

Fotos: LookBook.Nu
A mais conhecida consultora de moda, Costanza Pascolato, listou em seu livro "O Essencial" oito peças fundamentais, entre elas uma peça com mais de 150 anos, o cardigan. Inventada pelo Conde de Cardigan durante a Guerra da Crimeia que ele participou, o suéter de lã sem gola e abotoado foi customizado vinte anos depois por Chanel e Jean Patou, que criaram o conjunto de regata e cardigan (ou casaco de tricô) conhecido como twin-set, que teve seu auge entre as décadas de 50 e 60, dando as mulheres até hoje um ar de clássicas e mais comportadas. 

Atualmente, as combinações com cardigan são infinitas, é quase impossível um look em que ele não se encaixe. Vestido, saia, calça, cinto, short, botas ou salto, o cardigan recebe todos de bom grado. Estação também não é um problema, já que o cardigan deixou de ser produzido só de tricô e passou a ser feito em tecidos como malha, algodão ou fibras mais grossas. E, uma vez que a peça foi criada por um homem e adaptada às mulheres, ela também passou a ser um item encontrado tanto para vestuários masculinos como femininos.

Fotos: LookBook.Nu
A publicitária, colunista, criadora do primeiro blog de looks diários do Brasil (Hoje Vou Assim) e autora do livro Moda Intuitiva, Cris Guerra, se tornou uma grande referência quando o assunto é moda e comportamento através dessa trajetória. Em seu livro, ela não cita um item básico e essencial, mas alerta para nunca desprezarmos o poder de um cinto

Esse é outro elemento tanto feminino quanto masculino e tem lá seu mistério na história, uma vez que não se sabe quem o criou, temos apenas indícios de que ele é utilizado há 3.000 anos a.C. Sua função era apenas segurar as calças na cintura, mas, quando passaram a ser mais usados por mulheres, os cintos deixaram de ser apenas uma tira de couro com fivelas e passaram a ganhar cor, geralmente sendo do mesmo tecido do resto da roupa. A partir dos anos 60, eles ganharam diversas fabricações, como mais largos, de correntes, com tachas ou até mesmo feitos com argolas, tornando-se assim esse assessório de múltiplas escolhas que temos hoje.  

Fotos: LookBook.Nu
Já um dos nomes mais escandalosos do mundo da moda, Donatella Versace, escolheu um item que desde os primórdios das vestimentas foi aliado da mulher, o vestido. Mas, quando se fala da Versace, não é um simples vestido, mas sim um vestido estampado de praia. Nota-se que a dica é bem pessoal, uma vez que vestidos estampados e cores chamativas são características da estilista italiana. Ela ressalta que as mulheres sempre devem se mostrar da melhor maneira possível, até mesmo na praia. Os vestidos de praia não têm nenhum segredo, caem bem em qualquer corpo, são baratos e o mais importante: são extremamente confortáveis. E, para alegria da estilista, dificilmente são encontrados sem estampas.

Fotos: LookBook.Nu
Marc Jacobs e Karl Lagerfeld são estilistas distintos. Marc é rebelde e ousado em suas criações. Karl é minimalista, clássico e chique. Mas a escolha dos dois para um item must have eterno é a mesma: o vestido pretinho básico. A criação de 1926 da francesa Chanel, que chegou ao seu auge em 1929, é a peça coringa de qualquer guarda-roupa. Com apenas alguns acessórios, ela se reinventa, seja para noite ou para o dia, para o parque ou cinema. O vestido, que de início ganhou tal fama por sua praticidade quando as mulheres mais precisavam (durante a crise de 1929, quando começaram a sair para o mercado de trabalho), até hoje não perdeu seu dom: ser o básico. 

Fotos: LookBook.Nu
O designer francês de calçados, Christian Louboutin, poderia simplesmente citar um sapato essencial, mas ele preferiu reforçar a versátil saia lápis. Com mais de setenta anos de história, este modelo de saia surgiu da economia que era preciso fazer durante a Segunda Guerra Mundial. Christian Dior foi quem colocou as estreitas saias nas passarelas nos anos 40. A peça envolve elegância, sensualidade e simplicidade.  

Fotos: LookBook.Nu
O diretor criativo da Burberry, Christopher Bailey, indica o blazer como artefato fundamental. A peça já foi citada no post Mulheres de Terno, no qual foi feita uma relação entre o item e mulheres de cargos políticos. Em Dilma, o blazer foi chamado de "uniforme", o que coincide com sua história. Em 1837, o capitão Blazer do navio britânico HMS exigiu que seus homens usassem um casaco azul marinho com barra abaixo do quadril, frente transpassada, bolsos e botões dourados. Mais tarde, a rainha Vitória aprovou a peça como uniforme oficial dos marinheiros e a peça levou o nome do capitão. Como toda peça, ela passou por mudanças durante os anos, mas foram poucas, geralmente foram alterações de tecidos para se adaptar melhor em todos os climas.

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