Qual é sua estação favorita?

22 novembro 2014

Foto: WildEarthElements
Nada fica igual para sempre. Nós nascemos, temos momentos bons e ruins, assim vamos amadurecendo para que, quando chegar nossa hora, cairmos como as folhas das árvores no Outono. Nós nos renovamos, temos momentos coloridos e intensos, mas, de repente, o tempo fica escuro e nublado. Você sente aquela solidão, o vento frio bate em seu rosto. Logo após, estamos debaixo de um sol escaldante, procurando aquela sombra para o aconchego e descanso. Do nada, tudo fica colorido, você sente o perfume das flores, vive a vida intensamente, uma época agradável. 

Ainda não sei qual é minha estação preferida; provavelmente, Inverno ou Outono. Neste post, irei escrever sobre a época das folhas amarelas, que ainda hoje piso nelas somente para escutar o “creck”. Um bosque, no Outono, quando nos aproximamos de um riacho, observamos nosso reflexo misturado com os tons castanhos e dourados. Olhamos para cima, o céu acinzentado. Assustamos-nos com grandes olhos, as corujas. Elas demonstram a inteligência de seu silêncio e observação. O Outono mostra a beleza de sua sabedoria: é preciso deixar ir o que não serve mais para proteger o que mais importa. Talvez chegou o momento de tomar consciência e assumir uma atitude de compromisso consigo mesmo, retirando-se daquilo que não é necessário, daquilo que esteja impedindo seus passos rumo às próximas estações do próprio crescimento. Hoje, trago um poema, que foi escrito por mim e um amigo.

Despedindo-se do Verão

Na sacada, abro a janela
Sinto no jardim a luz quente
Sobre a passarela
O sol resplandecente.

Vejo o tempo passar
Sob o céu escuro e cinzento
Sem saber por onde andar
Perco-me em meus pensamentos

Ouço o vento sussurrando
As folhas caem no chão
E continuo andando
Despedindo-me do verão.
Autores: Raul Daniel e Heury Chrygor Cordova


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