Queremos - e conseguimos - até o guarda-roupa

01 novembro 2014

Ao longo dos anos, as mulheres tiveram grandes conquistas. Seja no mercado de trabalho ou na sociedade, aos poucos elas vêm quebrando os padrões e dominando tudo, até mesmo o guarda-roupa masculino.

As peças deles têm muito a oferecer a uma mulher. Foi-se o tempo em que roupas para homens eram somente de homens. Algumas peças e acessórios masculinos, quando bem escolhidos e adaptados corretamente ao resto do look, acabam ficando bem melhores em um corpo feminino. 

Foto: LookBook.Nu
Camisa Branca Masculina: a história da camisa é semelhante à história contada sobre o "pretinho básico", a camisa também tem duas versões, sendo que uma delas envolve Coco Chanel. De um lado dizem que a francesa adaptou às mulheres em 1930, de outro dizem que a primeira vez que ela foi vista em mulheres foi em 1920, durante o começo do visual "menino". 

Seja qual for a sua história, a peça prática tem uma grande força e referência, por exemplo, Audrey Hepburn usava, em 1950, com uma saia longa no filme "A Princesa e o Plebeu"; solta enquanto se maquiava em "Bonequinha de Luxo"; e com calças em ensaios fotográficos ou fotos pessoais. Julia Roberts em "Uma Linda Mulher", de 1990, apostava na camisa de Richard Gere junto com uma saia azul. Uma Thurman dançando com John Travolta em "Pulp Fiction", de 1994, unia camisa branca e calça preta. Sharon Stone, no tapete vermelho em 1998, aderiu uma camisa branca de seu marido e uma saia lilás. Até mesmo Marilyn Monroe era adepta da peça, como mostra um ensaio fotográfico em que está com a camisa, calça jeans de cós alto, cinto e botas de cowboy.

Foto: LookBook.Nu
Relógio Masculino Clássico: os relógios de pulso surgiram na Europa de 1880 e foram uma invenção das mulheres, que prendiam os relógios de bolso à faixas de couro para caçar e andar a cavalo. Quando passaram a ser fabricados, eram feitos somente relógios de pulso para mulheres, mas na Primeira Guerra Mundial soldados passaram a usá-los, por serem mais práticos. Então, começou uma voraz fabricação de relógios de pulso para militares. Ou seja, os relógios são uma peça inicialmente feminina, "roubada" pelos homens. A editora de moda da Marie Claire, Nina Garcia, define o uso de relógios masculinos como clássico e eterno, tem personalidade e quebra as regras de maneira inesperada, mas sutil.

Foto: LookBook.Nu
Sapato Oxford: há relatos que o sapato foi visto pela primeira vez no século XVII e se tornou uma febre entre os estudantes da Universidade de Oxford, por isso leva esse nome. Outras histórias dizem que ele é típico da Itália e foi o maior sucesso durante os anos 20. Nos anos 30, houve uma variação para um modelo de sapato de golf muito apreciado pelos jogadores. Um terceiro lado diz ainda que sua origem se dá em 1800, característico da Irlanda e Escócia.

O que se tem certeza é que, em 1984, Robert Clergerie, estilista especializado em design de sapatos, adaptou o Oxford, até então masculino, para proporções apropriadas às mulheres. 

Desde seus primeiros modelos, até os dias de hoje, foram acrescentados ao sapato uma decoração pontilhada e serrilhada. Em 1990, Karl Lagerfeld criou versões de preto e branco, com salto alto e salto raso e deu detalhes de sapatos de sela ao Oxford.

Foto: LookBook.Nu
Calça Boyfriend: o jeans é outra peça simples e prática. É uma criação de Levi Strauss, feita em 1850, para os mineiros de São Francisco e personalizada, em 1873, personalizada novamente por Strauss e Jacob Davis. Com mais de cem anos de existência, o jeans ganhou vários modelos, entre eles pantalona, skinny, saruel, slim fit e cigarretes. Passou também por diversas variações como zíper, recortes, tachas, bolsos, cores, bordados etc. 

A calça boyfriend é um modelo dos anos 2000, um estilo de calça mais folgada, inicialmente visto em Katie Holmes. Como a calça surgiu do streetstyle, ela realmente vinha do armário do namorado, mas em pouco tempo passou a ser fabricada e se tornou mais apropriada ao corpo das mulheres, sem perder a impressão de que o número da calça é duas vezes maior que o número usado normalmente.

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