Versace abrasileirada

11 novembro 2014

Adriana Lima para  Versace-Riachuelo.
 Foto: Mert Alas & Marcus Piggott
Vi o desfile pela tv, assisti ao vídeo da campanha, mas foi só nessa segunda-feira que eu consegui entrar em uma loja da Riachuelo e, em seguida, caçar a coleção da Versace. Duas araras grandes sustentavam a tal temporada. De longe, algumas cores já roubavam minha atenção: amarelo, preto, branco e um laranja quase salmão. 

Antes de me encantar ou criticar alguma estampa ou corte, encostei no tecido. Melhor que o das outras coleções - eu gostaria de ter certeza disso, mas vai que meu psicológico "não caia em tentação gringa" falhou. Enfim, o acabamento parecia bom. É claro, o segundo passo era procurar pelos preços. Para quem esperou por uma coleção cheap as uma loja de departamento, o valor é mais encorpado. Mas, ok, estamos falando de Versace.

Peço desculpa pelo seguinte comentário: por um momento, pensei que a estampa animal print era, na verdade, um monte de bananas (meu PhD -risos- em moda falhou, mas, para mim, era banana e ponto final). Pensei também que serviria perfeitamente para uma fantasia de idade da pedra, algo como Pedrita 2.0. Calma. Eu não disse que o vestido era feio, na verdade, é um tanto quanto engraçado por ser diferente. A ideia é realmente boa. E, se eu não fosse tão branquela, quem sabe compraria.

Adriana Lima para Versace-Riachuelo.
Foto: Mert Alas & Marcus Piggott.
Falando em compras, eu saí da loja sem nada e tenho meus bons motivos. As estampas, apesar de não serem muito parecidas com o que se vê nas demais lojas brasileiras, são muito marcantes e limitadas (tem lá a de banana e a clássica de Gianni: o fundo do mar). Existe sim a chance de encontrar alguém igualzinho a você no shopping ou na balada. Mas o preço, talvez, diminua isso. Talvez, a estampa incomum não agradará muita gente - essa você precisa saber como usar para não se tornar vítima da própria roupa. E, talvez, por ser loja de departamento, nem todo mundo terá "coragem" de comprar; esta não faz muito sentido para mim (meu guarda-roupa vai de Pierre Cardin à peças de lojas populares), mas acredito que será um dos motivos para afastar o público da coleção. 

Tanto desfile quanto estampas são puramente criatividade. Criatividade que poderá servir de inspiração tanto para profissionais da moda quanto para quem usa, essa é a chance dos consumidores "perderem a vergonha" de usar o que querem. Colocar a "culpa" na Versace fica até mais legal. No começo, não gostei muito da parceira, até apoiava por questões de logística, mas, depois de ter visto de perto, creio que foi uma puta ideia de tirar o brasileiro do próprio armário. Santa Donatella, literalmente, você nos deu o seu próprio pão e vinho (desenhos e nome) e a nossa mídia, aka judas, ainda tem coragem de te criticar. Vai entender.

PS: antes que a coleção esgote ou termine a temporada no Brasil, é claro que eu vou comprar alguma coisa, nem que seja para encarnar a Pedrita. 

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