CRÍTICA: BOYHOOD

20 janeiro 2015

Foto: Lounge
Boyhood conta a história de um casal de pais divorciados que tentam criar os filhos Mason e Samantha. A narrativa procede um período de doze anos da vida de Mason, da infância à juventude, e também relata sua relação com os pais e amigos conforme seu amadurecimento.

O longa encanta com sua passagem pelo tempo. Filmado em um período de doze anos, o projeto do diretor Richard Linklater é o resultado de uma reflexão da vida, de forma simples e extraordinária ao mesmo tempo. A história é focada em Mason (Ellar Coltrane), de forma que podemos seguir seus passos dos sete aos dezoito anos.

Foto: Mongrel Media
A atuação de Ethan Hawke é excelente, mas é Patricia Arquette, a mãe de Mason, que cumpre perfeitamente o papel de uma mãe batalhadora mesmo sobre todas as dificuldades. A fotografia do filme é maravilhosa e o roteiro é excepcionalmente bem escrito e rico em detalhes. As referências da cultura pop da época também são elementos essenciais na história. Quando a irmã de Mason, Samantha (Lorelei Linklater) canta um hit de Britney Spears e o momento do lançamento do livro "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" são exemplos que marcam essas referências. 

Linklater dirigiu o longa com sutileza. Os dilemas da juventude tornam-se o tema mais explorados pelo diretor, sendo que Linklater literalmente registrou a transformação de um garoto em um homem e esse envelhecimento é uma experiência incomparável. A mensagem sobre a vida presente no filme é incrivelmente linda e toda a filosofia gerada pelo jovem Mason é interessante e busca transmitir as angústias e questionamentos dele. Boyhood é mais uma recente obra cinematográfica que registra uma marca importantíssima no cinema mundial, justamente pelos ideais únicos de Linklater. O longa é, sem sombra de dúvidas, o favorito ao Academy Awards 2015.

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