Moda masculina: FW 2015 London

22 janeiro 2015

O Menswear Fall Winter 2015 London aconteceu no primeiro decanato do mês, mas, como eu estava viajando, não tive tempo para escrever sobre o assunto. Nos próximos posts, falarei sobre as semanas que passaram, aguardem. Lembrando que: não acho necessário comentar todas as marcas, por isso, trago apenas as minhas favoritas.

Foto: Fashion Wire Press
Belstaff 
Inspirada nos motoqueiros britânicos da década de 50, Rockers ou Ton-Up Boys, a Belstaff trouxe uma coleção que, além de persistir no couro, deu uma chance para a silhueta masculina. As cores, verde escuro e marrom queimado, não são exclusividades da marca, pois aparecem em vários desfiles desta temporada, o que dá um diferencial para a Belstaff, além do couro e da silhueta marcada já comentados, é o detalhe da pele de ovelha, que, geralmente é colocada em partes óbvias como na jaqueta, mas que também está presente na parte externa da bota, algo que, infelizmente, estava limitado pela febre da Ugg e do direcionamento ao público feminino.  

Foto: Fashion Wire Press
Christopher Kane
Kane sabe brincar muito bem com a geometria. O mais bacana desta coleção é que, mesmo trazendo uma lembrança dos anos 60, os cubos tornam as peças futuristas (semelhante aos trabalhos de Vasarely na op-art). Particularmente, gostei muito dos pullovers da marca, acho que os homens deveriam usar mais, principalmente, aqui no Brasil - nosso invernos também são rigorosos e é raríssimo ver um homem usando. Um detalhe engraçado é a calça terminar na canela, acho charmoso (não surte, seu avô usava assim antigamente, você é quem está acostumado a arrastar a barra da calça pelo chão ou, melhor, estrangular sua circulação ao usar skinny).  

Foto: Armando Grillo/IMAXTREE
Hardy Amies
Clássico, direto do alfaiate aka sartorial. A coleção da HA pode ser definida como comum, porém com detalhes importantes a cada temporada: a gravata cinza pedra, uma das minhas favoritas da semana de moda de Londres, pode ter sido uma inovação; e o verde, principalmente, no caso do sapato, que, geralmente, não é visto nas ruas. 

Foto: Armando Grillo/IMAXTREE
Moschino 
Tenho minhas dúvidas sobre a coleção de Jeremy Scott, mas gostei da ideia da "colagem" nas estampas das peças. A silhueta, ao contrário da Belstaff, é mais liberal, o que pode deixar a roupa mais confortável e popular entre o público masculino. Apesar de estarmos falando de outono/inverno, a Moschino preferiu uma coleção mais urbana, a moda de rua, o que não me agrada tanto, principalmente, pelas cores, certamente foi feita para um público direcionado...

Foto: Armando Grillo/IMAXTREE
Todd Lynn
Lynn fez jus a clientela que tem e ainda trouxe uma coleção tanto para homens quanto para mulheres. As cores são pesadas, outros looks lembram até o punk, sem contar o penteado parecidíssimo com o da Courtney Love, cliente do estilista. É um desfile que mostra um pouco de rebeldia e também de inovação, a coleção não tem intenção de oferecer muitos detalhes ou de ser uma coisa subliminar, a ideia de Lynn é ser direto "são essas as cores", "é isso que eu quero mostrar". O curioso é que, visualmente, as peças parecem ser feitas de tecido sportwear (se você já entrou na Decathlon, sabe do que estou falando) e o sapato se mantém como social - pensar demais sobre isso é meio perturbador, gostaria de poder dizer que Lynn tentou unir conforto e elegância, mas tendo como foco: não deixar ninguém passando frio, pois o tecido corta o vento mesmo - não gosto, me dá agonia. 

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