LEIA: O pesadelo

14 fevereiro 2015

Foto: Divulgação/Intrínseca
Se me perguntarem quantos livros policiais eu li, este foi o único. Não digo que virei fã do gênero, mas digo que virei fã dos autores do mesmo, Lars Kepler. A primeira surpresa do livro é que, Lars Kepler é o pseudônimo de Alexandra Coelho Ahndoril e Alexander Ahndoril. O casal vive na suécia. 

O tema não me empolgou muito, falou sobre exportação de munições e afins, mas o livro além de ser rápido e de fácil compreensão, é muito detalhista. Quando digo “rápido”, quero dizer que não demora tanto entre um acontecimento e outro, o livro prende o leitor do começo ao fim. Existe apenas uma dificuldade, você não consegue grudar os nomes, não há certa afinidade com os personagens. Exceto o detetive com nome de mulher, Joona Lina. Joona, ao mesmo tempo em que possui um raciocínio dedutivo rápido e correto, consegue ser bom também nos momentos de combate. 

O livro não é o primeiro da uma série, mas dá pra ler tranquilo, o primeiro foi “O Hipnotista”, mas não existe grande conexão entre os dois. Talvez tenha sido esse o problema que tive em entender a relação de alguns personagens. 

Lina não atua o tempo todo sozinho, depois de um tempo, uma outra policial se junta a ele, Saga Bauer. É determinada que faz de tudo para fugir das pessoas que querem protegê-la dentro da polícia, não deixando ela comandar uma investigação ou ir a campo. Acredito que essa personagem foi criada propositalmente, ela tira o rótulo de "mulheres são o sexo frágil". E sua coragem e confiança faz com que ela mostre que todo o resultado do treinamento duro que teve.

O ponto mais interessante do livro é que ele não mostra apenas um ponto de vista, ele apresenta o ponto de vista de cada um dos personagens envolvidos. Não é um livro no qual você fica centrado em descobrir quem é o assassino, mas sim na história, que por sinal muito bem articulada.

Nota: 8.

Sinopse oficial: Tudo começa quando a polícia descobre o corpo de uma jovem dentro uma lancha à deriva no arquipélago de Estocolmo. Seus pulmões estão cheios d’água e os médicos legistas afirmam que ela morreu afogada. No entanto, o barco está em perfeito estado e o corpo e as roupas da mulher estão secos. No dia seguinte, um funcionário do governo sueco aparece enforcado em seu apartamento. Tudo indica que foi suicídio, mas o salão tem pé-direito alto e não há nenhum móvel em volta no qual ele possa ter subido. Encarregado de desvendar os dois mistérios, o detetive Joona Linna tenta estabelecer um vínculo entre esses acontecimentos que, à primeira vista, não têm relação. Ao descrever o curso vertiginoso de eventos para os quais a lógica é um mero prelúdio, o mais assustador em O pesadelo não são seus crimes horripilantes, mas a psicologia obscura de seus personagens, que mostram como somos todos cegos as nossas próprias motivações. 

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