CRÍTICA: O JOGO DA IMITAÇÃO

08 março 2015

Foto: Divulgação
Durante o inverno de 1952, Alan Turing é preso por atentado ao pudor, uma acusação que resulta em sua sentença por homossexualidade, considerado crime na época. Na liderança de um grupo de acadêmicos, Turing, pioneiro da computação moderna, foi reconhecido por quebrar o indecifrável código da Enigma, máquina utilizada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial.

A obra cinematográfica é, de fato, singular. O filme aborda uma mensagem interessante, através de um roteiro coeso e coerente. O jovem roteirista, Graham Moore, consegue equilibrar drama e história em seu trabalho. O Oscar por Melhor Roteiro Adaptado é mais que merecido. A direção é firme e a execução da obra explora ângulos diferentes de forma bem estruturada. A bela fotografia do filme serve de base para cenários que favorecem muito a trama.

A atuação de Benedict Cumberbatch como Alan Turing é excepcionalmente brilhante e é através de sua performance que o longa toma um rumo impressionante. É verdade que Joan Clarke (Keira Knightley) poderia ter sido mais relevante nas cenas. Já o ator Mark Strong consegue cumprir muito bem seu papel como Stewart Menzies.

O Jogo da Imitação contém algumas falhas e, apesar da falta de foco em seus diálogos, é possível apreciar a construção da história e a forma como a homossexualidade de Alan Turing é retratada no filme, indiferente.



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