Ninguém aqui é mais bonito do que eu

04 maio 2015

Foto: Reprodução/Disney
"Ignorante", "burro", pode ser que você seja uma dessas pessoas que preenchem tweets e textos gigantescos de Facebook com esses adjetivos. Geralmente é sobre política, feminismo, comunidade LGBT, esses assuntos que, ultimamente, renderam/rendem bons discursos do estilo "eu tô certo, curte aqui". 

Ontem (04), aconteceu o tal do MET Gala, o baile no Moma, em Nova York. E o evento, para quem não sabe, propõe um tema para o figurino dos convidados. Em 2015, a ideia era a homenagear a China. Quando soube, fiquei animada, queria ver se, realmente, as celebridades iriam seguir a proposta. Os chineses - assim como todos os países - têm uma cultura lindíssima. Criei uma grande expectativa.

Infelizmente, não consegui acompanhar o tapete vermelho até o final. Via Twitter, os pitacos dos super entendedores e críticos de internet eram milhares. Minha timeline não parava. O certo e o errado dependiam de quem era a sua diva, foda-se a cultura chinesa. Aliás, foda-se a cultura da moda, foda-se a cultura. Foda-se, aqui só tem espaço para a minha opinião. 

Se tem como dar Retweet e Favoritar, eu tô dentro. Se tem como falar "tá horrível", eu tô dentro. Se tem como dizer "isso é bonito", eu tô dentro. Se tem como rir do outro, eu tô dentro. Se tem como eu, um mero ser humano camuflado no escuro de um quarto com um computador, criticar a tal roupa, também tô dentro. E, se tem como chamar a moda de fútil, eu tô dentro. 

Eu tô dentro quando o meu sofá está em jogo. Eu tô dentro enquanto a selfie mais curtida for a minha. Eu tô dentro quando mexem com a minha cultura, com o meu professor, com a minha filha, com o meu irmão. Eu tô dentro quando é pra meter o pau em qualquer político, até porque nenhum presta. Eu tô dentro quando o assunto for o "eu".

PS: leitor@s, preciso que vocês participem dessa pesquisa de público (clique aqui). São 12 perguntas bem rápidas para você responder. ;)

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